sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Gabriel Rolon: Uno puede estar muy enamorado e igual ser infiel



El reconocido psicoanalista, autor de varios best sellers, analiza el amor, los celos y el erotismo; además, explica por qué valora positivamente el gobierno de Cristina
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terça-feira, 24 de julho de 2012

Mapa do sexo por tabela liga 288 adolescentes nos EUA

WASHINGTON (Reuters) - O primeiro "mapa" do comportamento sexual adolescente nos Estados Unidos reforça a velha idéia de que não fazemos sexo com uma só pessoa, mas sim, indiretamente, com todos os parceiros anteriores daquela pessoa, disseram pesquisadores na segunda-feira. Eles montaram uma cadeia de 288 relações sexuais individuais em um colégio do Meio-Oeste dos EUA, o que significa que um adolescente no final da cadeia, mesmo tendo tido contato sexual com apenas uma pessoa, relacionou-se indiretamente com 286 outras. Os sociólogos que conduziram o estudo se disseram surpresos com as conclusões da pesquisa, que revelam, a despeito da crença geral, que a maioria dos adolescentes estudados não adota um comportamento promíscuo. "Da perspectiva de um estudante, uma cadeia grande como essa me deixaria pirado", disse o sociólogo James Moody, que comandou o estudo. "Eles poderiam saber que seu parceiro teve um parceiro anterior. Mas não pensam no fato de que esse parceiro teve um parceiro anterior, que teve um outro parceiro, e assim por diante". Isso implica uma abordagem diferente na questão da educação contra doenças sexualmente transmissíveis, segundo a equipe da Universidade de Ohio. Moody e seus colegas estudaram uma única escola, numa cidade não-identificada de porte médio. Os estudantes responderam a questionários anônimos sobre seu comportamento sexual. Os pesquisadores concluíram que, a exemplo do que se verifica nessa faixa etária como um todo nos EUA, um pouco mais de metade dos estudantes já havia tido uma relação sexual. Em um dos casos, 288 alunos estavam relacionados em uma cadeia de contatos sexuais que raramente voltava ao mesmo ponto. Em outras palavras, um menino fez sexo com uma menina, que fez sexo com outro menino, que se relacionou com outra menina, e assim por diante. Segundo Moody, os jovens agem dessa forma de propósito. "Todas as evidências dessa rede sugerem que os garotos estavam muito cientes do padrão local e do histórico local de atividade sexual. As adolescentes sabiam que não iriam sair com o parceiro da namorada do ex-namorado. Isso é próximo demais". Para ele, esse tipo de comportamento é comparável ao tabu do incesto. "Ele força as pessoas a encontrarem novos parceiros em vez de os reciclar". De acordo com Moody, trata-se de um comportamento sexual muito diferente do observado em adultos. "Nos adultos, você terá os que são astros da NBA basquete, com milhares e milhares de parceiros". No caso dos adultos, as campanhas contra as doenças sexualmente transmissíveis são dirigidas às pessoas muito ativas. Entre estudantes, aparentemente, todos eles devem ser informados. "Os estudantes nessa rede não são atípicos. São apenas estudantes médios, e não sexualmente ativos ao extremo. Portanto, as políticas sociais que podem ajudá-los a se proteger das doenças sexualmente transmissíveis podem romper várias dessas cadeias que podem levar à difusão da doença", disse Moody. "Qualquer coisa que limite isso e restrinja o fluxo de fluidos corporais entre as pessoas seria útil", acrescentou o pesquisador. Isso inclui orientação sobre o uso de preservativos, abstinência e outras abordagens, segundo ele. Moody ressaltou que os resultados podem ser aplicáveis a outras cidades norte-americanas de porte médio, mas que provavelmente seriam diferentes em estudos realizados em colégios de grandes centros urbanos. Reuters - 21:54 24/01/05

Prisão perpétua a jovens que jogaram prostitutas para crocodilos

A Corte Suprema do Território do Norte, em Darwin, condenou hoje, terça-feira, à prisão perpétua dois jovens australianos que jogaram há um ano duas prostitutas tailandesas em um rio infestado de crocodilos. 
Ben William McLean e Phu Ngoc Trinh, ambos de 19 anos, amarraram as duas mulheres com cordas e cabos e as jogaram no rio Adelaide, ao sudoeste de Darwin, em março do ano passado, onde as duas morreram.
O juiz Dean Mildren ditou uma sentença de prisão perpétua com um período de 25 anos durante o qual os autores do macabro assassinato não poderão pedir a liberdade condicional.
Trinh foi condenado por ser o autor e mentor do assassinato, já que foi comprar as cordas e os cabos, levou as duas mulheres, Phuangsri Kroksamrang, de 58 anos e Somjai Insamnan, de 27, até a fazenda de seus pais para manter relações sexuais com elas, e depois as estrangulou sem conseguir matá-las.
McLean é considerado co-autor, já que não ficou provado que sabia dos planos de seu companheiro e segundo o juiz tem mais possibilidades que Trinh de reabilitar-se.
O juiz Mildren opinou no entanto que "não há dúvida alguma que foram assassinatos terríveis", razão que justifica que ambos tenham recebido a máxima sentença.
Tanto Trinh como McLean se declararam inocentes de todas as acusações e seus advogados devem apelar da sentença.
Agência EFE , 02:15 17/05

Entidades apresentam estudo sobre exploração sexual

A Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, a organização Save the Children Suécia e o Violes - Grupo de Pesquisa sobre Violência e Exploração Sexual, da Universidade de Brasília, apresentarão o "Estudo Analítico do Enfrentamento da Exploração Sexual Comercial de Crianças e Adolescentes no Brasil (1996 a 2004)". A cerimônia será amanhã às 9h, no salão nobre do Congresso. O estudo mapeou o enfrentamento da exploração sexual comercial de crianças e adolescentes, entre 1996 a 2004, nos diferentes setores da política publica brasileira. A pesquisa observou que os empresários turísticos vêm se mobilizando e participando de ações junto ao Ministério do Turismo para a implantação de Códigos de Conduta contra a exploração sexual comercial de crianças e adolescentes, tendo inclusive elaborado um Plano de Ação/95. "Todas as iniciativas que traçam algum tipo de diagnóstico da exploração sexual merecem uma atenção especial, já que há ausência de dados oficiais sobre este tema. Nosso desafio agora é lutar para que todas as esferas de poder trabalhem para o enfrentamento de fato deste crime hediondo", afirmou a deputada Maria do Rosário (PT-RS), que coordena a Frente Parlamentar e foi relatora da CPI Mista que investigou a exploração sexual de crianças e adolescentes em 2003 e 2004. A pesquisa concluiu que é urgente fortalecer a mobilização política e intelectual rumo a um projeto societário que articule, com as esferas das liberdades econômicas, de expressão e da sexualidade, no contexto da luta pelos direitos humanos, privilegiando a participação de jovens, mulheres e homens, como uma das tarefas mais importantes a serem trabalhadas pela humanidade nos próximos séculos. Boletim do PT , Terça, 17/mai/05 - Ano XV - nº 3249

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Prostitutas recebem orientação de Porto Alegre

Distribuir preservativos e falar em prevenção é apenas um dos objetivos. Quando a equipe da Organização Não-Governamental (ONG) Vale a Vida sai em direção a praças, esquinas, hotéis, uisquerias, boates e casas de massagem, a proposta é bem mais ousada. Em cada abordagem, a idéia é encurtar distâncias e se aproximar da realidade dos profissionais do sexo. A secretária executiva do Núcleo de Estudos da Prostituição (NEP), Carmem Lúcia Paz, veio de Porto Alegre para reforçar o trabalho, que na capital já deu resultados.
Em 1989, quando fundado, o NEP tinha uma prioridade: liquidar com a violência que todas as noites aterrorizava as mulheres prostitutas. Parece até deboche. Mas as que eram assaltadas saíam no lucro - e não no prejuízo. Espancamento, estupro e até choques na vagina chegaram a ser registrados. Alguns casos com o envolvimento de policiais. "Criamos coragem, denunciamos e conseguimos que um deles inclusive fosse retirado da corporação da Brigada Militar", conta Lúcia, prostituta há 23 anos e socióloga há quatro.
Era o início de uma atuação que ganha credibilidade e prêmios, como o dos Direitos Humanos no Rio Grande do Sul, concedido em 1999 pela Unesco. Se existe um segredo para o sucesso da ONG, enfatiza a secretária executiva, foi ter atacado a raiz do problema. Longe dos crimes cruéis de que eram vítimas, as mulheres ficaram abertas a receber outras mensagens que o NEP também se propõe a lançar. "Criamos o vínculo, que era o mais importante para poder falar de temas como preconceito, estigma e prevenção", explica.
Hoje as cerca de cinco mil profissionais que fazem programas em Porto Alegre têm um referencial de aconselhamento jurídico e psicológico e são estimuladas a romper barreiras. É preciso que vivam o mundo da sua cidade. Não é possível que o olhar de julgamento da população restrinja a vida das prostitutas ao círculo casa-batalha. São cidadãs, têm família e merecem respeito.
EM PELOTAS
Aos 57 anos, Marina (como pediu para ser identificada) é um dos principais canais de comunicação entre o Vale a Vida e os profissionais do sexo. Desde 2001 a ONG - antes dirigida apenas a portadores do vírus HIV e Aids - decidiu realizar trabalho de prevenção com prostitutas e travestis e passou a ir a campo para estreitar relações. Já são cerca de 300 pessoas e 20 locais cadastrados.
Na praça Coronel Pedro Osório, Marina contribui no leva-e-traz de informações e na distribuição de preservativos às colegas. A torcida é que com o tempo mais Marinas engrossem o processo de conscientização, que não quer parar no uso de camisinha. "É um absurdo que elas batalhem pra gigolô, que tira tudo delas e, às vezes, ainda bate", irrita-se a líder. Casos em que prostitutas foram agredidas com chicotadas já chegaram ao Vale a Vida, que aproveita oportunidades como a da semana passada para seguir os passos do NEP. "É preciso que esses profissionais saibam que não estão respondendo a mais um questionário, que nunca trará resultados", lembra a psicóloga da ONG, Sônia Cabral.
Marina está convicta. "Me sinto outra pessoa desde que entrei para o Vale a Vida", resume a prostituta há 18 anos. Quer dar seguimento aos estudos, fará as provas do supletivo da 5ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e reúne forças para criar o neto nascido há menos de um mês; a nora faleceu no parto. "Enquanto estiver viva, vou lutar pelos meus oito filhos e 15 netos", reforça. "Não tenho vergonha de nada."
Michele Ferreira (Diário Popular, 10/05/2005)

OIT: 2 milhões de crianças são vítimas no mundo

OIT: 2 milhões de crianças são vítimas no mundo

Brasília - O dia 18 de maio não é uma data para ser comemorada, mas um marco na luta contra um problema que ainda é crônico no Brasil: a exploração sexual de crianças e adolescentes. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que cerca de 2 milhões de crianças e adolescentes são explorados sexualmente no mundo.

Em 2001 foi instituído o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infanto-Juvenil. A data foi escolhida para que não seja esquecida a história de Araceli Cabrera Sanches, que aos 8 anos, foi seqüestrada, drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma família tradicional de Vitória (ES). O caso ocorreu em 1974 e os acusados ficaram impunes.

Um estudo realizado em parceria pelo Grupo Violes, do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília, com a Save the Children Suécia buscou mapear as ações contra a exploração sexual comercial de crianças e adolescentes de 1996 a 2004, nos diferentes setores da política pública brasileira e perceber as contradições existentes nas reflexões sobre a exploração sexual comercial de crianças e adolescentes.

De acordo com o estudo, a exploração sexual infanto-juvenil não é uma temática fácil de ser abordada e ocorre em sociedades permissivas e tolerantes com a mercantilização da erotização. "É considerada uma das piores formas de trabalho infantil; é, sem dúvida, uma violação dos direitos de proteção e desenvolvimento do grupo infanto-juvenil; é expressão de um capitalismo selvagem, feita no mercado clandestino, articulado com as rotas do crime organizado", revela o estudo.

A pesquisa constata que para enfrentar o problema é preciso fortalecer as ações da sociedade civil e dos setores governamentais no sentido de promover a rearticulação local e global, buscando aliados, especialmente nas regiões onde há alvos desta violência e na sociedade organizada.

O estudo também mostra a necessidade de fortalecer a relação Estado-sociedade e a cooperação internacional, para traçar ações conjuntas. A recomendação é que os governos precisam agendar ações em níveis federal, estadual e municipal.

A pesquisa mostra que, dos 29 ministérios, 13 apresentam programas que podem ser articulados para viabilizar o desenvolvimento e o crescimento econômico: Cultura, Transporte, Integração Nacional, Habitação, Turismo, Trabalho, Minas e Energia. Além dos ministérios, o estudo cita bancos nacionais, Correios, Petrobras e Itaipu, dentre outros.

Luciana Vasconcelos - Fonte: Agência Brasil, 18/05/2005